Escrevo para continuar em silêncio. Poderia acordar nessa manhã e ignorar o vazio que senti, destituído, um vão gigante embaixo de pilares de concreto, pesados e frios. Quase chorei. A culpa é dele. Toda dele. Tinha quietude, poderia ser até meu coração, não sabia. Que dia mais estúpido! O consolo durante a noite se desfez com a primeira luz do dia. "Pouco importa o amor, o sexo ou a morte. Apenas a beleza pode nos comover. O resto todo é dor".
Agarrei a sua mão e não soltei. Fingi respirá-la, absorver seus sentimentos. Ela se apressou para me sentir, com aquele desejo que eu já conhecia. "De todas as coisas do dia a melhor foste tú" - eu disse olhando para seu corpo estendido na cama. Seu corpo marcado com nossas histórias. Poderia ser um diário, de tristezas e felicidades, risos e choros, palavras feias e bonitas, afetos, amores, pesar. Ela olhou e me lançou um sorriso, seus olhos estavam cheios.
O vazio existe, ele é, mas não carrega coisa alguma. Ele era cheio até suas bordas, cheio de intimidades contentes e descontentes, maliciosas e confusas, ambiciosas e inexplicáveis. Agora não. Estou cheia de pressa para fugir dele. Espero ele fechar seus olhos.
Agarrei a sua mão e não soltei. Fingi respirá-la, absorver seus sentimentos. Ela se apressou para me sentir, com aquele desejo que eu já conhecia. "De todas as coisas do dia a melhor foste tú" - eu disse olhando para seu corpo estendido na cama. Seu corpo marcado com nossas histórias. Poderia ser um diário, de tristezas e felicidades, risos e choros, palavras feias e bonitas, afetos, amores, pesar. Ela olhou e me lançou um sorriso, seus olhos estavam cheios.
O vazio existe, ele é, mas não carrega coisa alguma. Ele era cheio até suas bordas, cheio de intimidades contentes e descontentes, maliciosas e confusas, ambiciosas e inexplicáveis. Agora não. Estou cheia de pressa para fugir dele. Espero ele fechar seus olhos.
